O Teste de Tinel, também conhecido como sinal de Tinel, é uma manobra semiológica utilizada durante o exame físico com o objetivo de identificar irritações ou lesões em nervos periféricos. Foi descrito inicialmente em 1915 pelo neurologista francês Jules Tinel, no contexto de estudos sobre a regeneração nervosa em soldados feridos durante a Primeira Guerra Mundial. Simultaneamente, mas de forma independente, o médico alemão Paul Hoffmann também relatou achados semelhantes, razão pela qual, em alguns contextos, o teste é referido como sinal de Hoffmann-Tinel.
A técnica consiste na percussão leve ao longo do trajeto de um nervo periférico. Considera-se a resposta positiva quando há sensação de formigamento, choque elétrico ou parestesia no território sensitivo distal ao ponto estimulado, o que sugere comprometimento nervoso local ou em processo de regeneração.
O Teste de Tinel é amplamente utilizado na prática clínica, especialmente para o diagnóstico de neuropatias compressivas, como a síndrome do túnel do carpo, síndrome do túnel cubital e compressões do nervo tibial posterior na síndrome do túnel do tarso, entre outras afecções neuroortopédicas.
Trata-se de um exame simples, não invasivo e de baixo custo, sendo uma ferramenta útil na avaliação inicial de pacientes com suspeita de disfunção neurológica periférica.
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Execução do teste
- Posicione o paciente sentado, de forma confortável e com o membro a ser avaliado devidamente exposto.
- O fisioterapeuta deve utilizar a ponta dos dedos ou um martelo de reflexos para percutir suavemente o nervo em avaliação, como, por exemplo, o nervo mediano na região do punho.
- Durante a aplicação, o profissional deve observar e questionar o paciente quanto à presença de sensações anormais.
- A percepção de formigamento, dormência, choque ou de uma “corrente elétrica” irradiando ao longo do trajeto do nervo indica um resultado positivo.
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Referências
- MACHADO, A. F. et al.Avaliação clínica das neuropatias periféricas dos membros superiores: uma revisão da literatura. Revista Brasileira de Ortopedia, v. 45, n. 5, p. 468–472, 2010.Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbort/a/cTDDGkgNkBMQXnTYrYm54KG. Acesso em: 16 jul. 2025.
- TINEL, Jules. Le signe du fourmillement dans les lésions des nerfs périphériques. Presse Médicale, Paris, v. 47, p. 388–389, 1915.
- NETTER, Frank H. Atlas de Anatomia Humana. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.